sábado, 23 de maio de 2009

Sonetos em U

Um olhar no Natal


Um olhar tão vazio, baço e só
Habitado de uma tristeza calada
Votado à rua sem pejo nem dó
Esperança que vive desventurada

Nas ruas engalanadas é Natal
Entre luxos e andanças apressadas
Quem dera ter carinho maternal
Não vaguear do luar ao vão da escada

Um Menino há dois mil anos nascido
Bafejado por ternos animais
Teve amor infindo de Pai e Mãe

Porque erra então desprotegido
Um menino de ansiedades iguais
Sem amor e aconchego de ninguém?

Nita Ferreira

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